O Grêmio voltou a decepcionar em campo. Na noite de quarta-feira (16), a equipe gaúcha foi derrotada pelo Alianza Lima por 2 a 0 no estádio Alejandro Villanueva, no Peru, e complicou sua situação na Copa Sul-Americana. O desempenho, apático e desorganizado, deixou evidente a fragilidade coletiva e individual do time comandado por Mano Menezes.
Após a goleada sofrida por 4 a 1 diante do Cruzeiro, o treinador gremista optou por modificar o esquema e escalou o time com três volantes e três atacantes, tentando equilibrar marcação e velocidade nos contra-ataques. A tentativa, no entanto, não trouxe resultado: o time mal finalizou e passou a segunda etapa sem sequer acertar um chute na meta adversária.
O Alianza dominou a partida do início ao fim, registrando 23 finalizações contra apenas oito do Tricolor. Até nas estatísticas de faltas, escanteios e intensidade, os peruanos foram superiores — cenário que desnuda a diferença de entrega entre as equipes em campo.
A atuação foi tão preocupante que arrancou críticas do próprio técnico gremista após o apito final. Mano reconheceu que a equipe carece de criatividade e que a ausência de um verdadeiro articulador tem comprometido as ações ofensivas.
— O que falta está no setor criativo. Tentamos algumas soluções, mas precisamos de um armador que assuma a responsabilidade e pense o jogo — afirmou o treinador.
No meio-campo, Edenilson até tentou protagonismo, mas a improvisação ficou evidente. Villasanti não conseguiu desempenhar seu papel com eficácia, enquanto os laterais Marlon e Igor Serrote tiveram atuações apagadas. Castillo, atacante do Alianza, deitou e rolou pelos lados do campo.
As substituições feitas por Mano — entre elas, as entradas de Pavon, Amuzu, Ronald e Monsalve — também não surtiram efeito. O treinador se mostrou insatisfeito com o rendimento dos meias Monsalve e Cristaldo, que perderam espaço no elenco.
Com a necessidade de reverter o placar na partida de volta, marcada para a próxima quarta-feira, na Arena, o Grêmio terá que vencer por três gols de diferença para seguir vivo no torneio continental.
Enquanto fora de campo a torcida comemorava ingressos promocionais e o aumento no número de sócios, dentro das quatro linhas a esperança deu lugar à frustração. A pressão agora aumenta sobre Mano Menezes, que mesmo com tempo para treinar durante a pausa para a Copa do Mundo de Clubes, não conseguiu fazer o time reagir.
O próximo desafio do Tricolor será no sábado, contra o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro. O reencontro com a vitória é urgente, mas para isso, o Grêmio precisa mais do que tempo: precisa jogar bola.