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Internacional tropeça na própria apatia e transforma reação em rotina perigosa

Internacional tropeça na própria apatia e transforma reação em rotina perigosa
Alan Patrick

Na noite de terça-feira, o Internacional protagonizou um roteiro já conhecido — e preocupante. Em pleno Beira-Rio, o time saiu perdendo por 3 a 0 para o Nacional-URU, e só então acordou para buscar um empate em 3 a 3. O placar final mascarou, em parte, uma atuação desorganizada e repleta de falhas que escancaram um problema crônico: a incapacidade de competir desde o primeiro minuto.

O discurso inflamado de indignação, exaltado por Roger Machado, não tem se traduzido em postura dentro das quatro linhas. O Colorado tem se especializado em correr atrás do prejuízo, uma valentia que pode emocionar, mas não sustenta uma campanha sólida em torneios exigentes como a Libertadores.

O primeiro tempo foi um festival de desatenções e desencaixes táticos. A defesa parecia perdida, o meio-campo não conseguia articular jogadas, e o ataque mal arranhava o adversário. Se o início do clássico Gre-Nal já havia sido fraco, o apagão diante do Nacional foi ainda mais alarmante.

É preciso mais do que raça. É necessário competência e foco desde o apito inicial. O Inter não pode se permitir ser espectador de seus próprios jogos durante os primeiros 45 minutos. Reações heroicas podem render manchetes, mas não garantem classificações.

Se não reencontrar a capacidade de vencer com autoridade, o clube corre o risco de transformar cada partida em um drama desnecessário — e com finais cada vez mais imprevisíveis.